1coelho inteiro partido aos pedaçoscom miúdos e cabeça
2tomates médios
1cebola
1/2pimento vermelho
Azeite q.b.
Piri-piri a gosto
Vinha D'Alhos
Vinho tinto suficiente para cobrir a carne
Meia colher de sopa de pimentão doce
2folhas de louro
2cabeças de cravo de cabecinha
5dentes de alho fatiados
Sal e pimenta a gosto
Preparação
Num prato fundo o suficiente ou uma tigela larga juntar os ingredientes da vinha d'alhos, deitar a carne, certificar que fica bem envolvida no líquido e nos temperos, cobrir com película aderente e deixar no frigorífico pelo menos 8 horas.
No dia seguinte, numa frigideira larga, aquecer bastante azeite, como se fôssemos fritar batatas. Retirar a carne da vinha d'alhos, secar com papel de cozinha e reservar o líquido.
Paralelamente num tacho fundo (novamente usei um dos meus de ferro, mas antigamente lá em casa não havia nada dessas coisas, portanto, é o que tiverem que possa acomodar o coelho e todo o líquido da vinha d'alhos) fazer um refogado com o tomate, a cebola e o pimento num fio de azeite, mesmo muito pouco.
Fritar o coelho (cuidado que apesar de termos secado o excesso de humidade, vai salpicar imenso) em azeite abundante em partes se não couber todo e ir reservando num prato, enquanto vão dando um olho ao refogado.
Tendo o coelho frito, deitar a carne no refogado, juntar o azeite todo, sim todo, é muito, mas juntem com cuidado, porque está muito quente e pode salpicar, ao refogado e finalmente juntem o líquido da vinha d'alhos.
Cubram o tacho e deixem cozinhar uns quinze minutos. Esta é a altura crucial para verificar temperos: provem o molho, juntem sal se necessário e se gostarem, carreguem no piri-piri. Deixem ferver mais 5 a 7 minutos, provem novamente.
Aqui é o ponto de decisão: ou servem imediatamente acompanhado de um arroz branco solto, se respeitarmos a "moda do meu avô" (eu acompanhei com um salteado de mistura de cogumelos e brócolos, além do arroz)... ou deixam assim, tapado à temperatura ambiente e no dia seguinte, então aquecem rapidamente, fazem o arroz e servem.